21.01.2015 17:35
Cinema português visto por meio milhão
Instituto do Cinema e Audiovisual revela que "2014 foi o segundo melhor ano da década".
Cerca de 571 000 espetadores viram cinema português em 2014, o que representa apenas 4,7 por cento dos 12 milhões de espetadores contabilizados, segundo dados divulgados esta quarta-feira pelo Instituto do Cinema e Audiovisual (ICA).
Apesar de ser um valor residual, tendo em conta o total de espetadores que foram ao cinema, o ICA
considera que "2014 foi o segundo melhor ano da década", tendo para esse valor contribuido os três
filmes portugueses mais vistos: "Os Maias - Cenas da vida romântica", "Virados do avesso" e "Os gatos não têm vertigens".
Em 2014, segundo o ICA, estrearam-se em sala 39 longas-metragens de produção ou coprodução portuguesa e cinco curtas-metragens.
CM
sábado, 31 de janeiro de 2015
quarta-feira, 31 de dezembro de 2014
Noticias 2014
27.12.2014 20:09
‘Virados’ procura alcançar ‘Maias’
Filme de época realizado por João Botelho lidera lista nacional de 2014.
Por Hugo Real/CM
Com o aproximar do final do ano, dois filmes lusos lutam pelo título do mais visto em 2014.
De acordo com dados do Instituto do Cinema e do Audiovisual (ICA), e até ao dia 24 de dezembro,
‘Virados do Avesso’ já tinha levado às salas nacionais 97 715 espectadores, tendo obtido mais de meio milhão de euros em receitas.
Contudo, os números da comédia dirigida por Edgar Pêra deverão ser ainda maiores, já que o ICA informa que estão ainda em falta as informações de dois exibidores para os dados da última semana. Ou seja, ‘Virados do Avesso’ já terá ultrapassado a fasquia dos 100 mil espectadores em Portugal.
Ainda assim, a liderança de 2014 continua a pertencer a ‘Os Maias – Cenas da Vida Romântica’, de João Botelho, que levou às salas mais de 113 mil espectadores (gerando 564 mil euros em receitas).
A fechar o pódio deste ano surge ‘Os Gatos Não Têm Vertigens’, de António-Pedro Vasconcelos, que foi visto por mais de 93 mil espectadores (476 mil euros em bilheteira).
De resto, estes três filmes entraram no top 20 das películas nacionais mais vistas desde 2004 (ano em
que o ICA começou a compilar estes dados). ‘Os Maias’ surge na décima posição, enquanto que ‘Virados do Avesso’ ocupa o 12º lugar, imediatamente à frente de ‘Os Gatos Não Têm Vertigens’.
Referência ainda para ‘Sei Lá’, também estreado este ano. O filme de Joaquim Leitão, que adapta a obra de Margarida Rebelo Pinto, surge na 17ª posição deste ranking (61 730 espectadores e 315 mil euros de receitas), que continua a ser liderado por ‘O Crime do Padre Amaro’. O filme, realizado por Carlos Coelho da Silva e estreado em 2005, foi visto por 380 mil pessoas (1,6 milhões em bilheteira
‘Virados’ procura alcançar ‘Maias’
Filme de época realizado por João Botelho lidera lista nacional de 2014.
Por Hugo Real/CM
Com o aproximar do final do ano, dois filmes lusos lutam pelo título do mais visto em 2014.
De acordo com dados do Instituto do Cinema e do Audiovisual (ICA), e até ao dia 24 de dezembro,
‘Virados do Avesso’ já tinha levado às salas nacionais 97 715 espectadores, tendo obtido mais de meio milhão de euros em receitas.
Contudo, os números da comédia dirigida por Edgar Pêra deverão ser ainda maiores, já que o ICA informa que estão ainda em falta as informações de dois exibidores para os dados da última semana. Ou seja, ‘Virados do Avesso’ já terá ultrapassado a fasquia dos 100 mil espectadores em Portugal.
Ainda assim, a liderança de 2014 continua a pertencer a ‘Os Maias – Cenas da Vida Romântica’, de João Botelho, que levou às salas mais de 113 mil espectadores (gerando 564 mil euros em receitas).
A fechar o pódio deste ano surge ‘Os Gatos Não Têm Vertigens’, de António-Pedro Vasconcelos, que foi visto por mais de 93 mil espectadores (476 mil euros em bilheteira).
De resto, estes três filmes entraram no top 20 das películas nacionais mais vistas desde 2004 (ano em
que o ICA começou a compilar estes dados). ‘Os Maias’ surge na décima posição, enquanto que ‘Virados do Avesso’ ocupa o 12º lugar, imediatamente à frente de ‘Os Gatos Não Têm Vertigens’.
Referência ainda para ‘Sei Lá’, também estreado este ano. O filme de Joaquim Leitão, que adapta a obra de Margarida Rebelo Pinto, surge na 17ª posição deste ranking (61 730 espectadores e 315 mil euros de receitas), que continua a ser liderado por ‘O Crime do Padre Amaro’. O filme, realizado por Carlos Coelho da Silva e estreado em 2005, foi visto por 380 mil pessoas (1,6 milhões em bilheteira
terça-feira, 31 de outubro de 2006
Small is beautiful
O Paris-Match da semana passada trazia um suplemento dedicado a Portugal. Lá dentro, entre vários artigos encomiásticos e idiotas, escritos naquela prosa lírica e fútil em que os franceses são exímios, vinha um artigo sobre a excelência do cinema português.
Emoldurando uma fotografia de um filme de Oliveira, podia ler-se a opinião não assinada de alguém que procurava vender aos franceses essa excentricidade que é o ‘cinema português’. Para quem tivesse dúvidas sobre o que ia encontrar, o título dizia tudo: «Um cinema à procura de público»!
Passo sobre as declarações do Presidente do ICAM, que faz o seu papel de defender a «qualidade artística» dos filmes que o Instituto subsidia. Nada disso tem importância. O que deteve a minha atenção foi a frase de abertura, que é todo um programa: «O cinema português sempre optou por uma expressão artística menos vistosa do que as superproduções hollywoodescas». «Optou»?! Ficamos a saber que se, em Portugal, alguém como Pedro Costa, por exemplo, faz No Quarto da Vanda, em vez de fazer o Titanic, não é por falta de meios; é por opção estética!
Estas enormidades alimentam a ideia que o lobby que domina a actividade cinematográfica em Portugal de há vinte anos para cá exportou para Paris e que, por um efeito de boomerang, foi reexportada para Lisboa: a de que o ‘cinema português’ é o mais livre do mundo (porque não depende do mercado, mas do Estado), o mais original (porque os cineastas fazem o que querem, e não o que os produtores lhes impõem), o mais subversivo (porque não respeita nenhuma convenção) e o mais artístico (porque os filmes não têm que dar contas ao público, mas aos críticos).
Num país com um défice cultural alarmante, esta ‘liberdade’ tem custos discutíveis, mas não é discutida por ninguém. Os maiores beneficiários fazem passar a ideia de que o ‘cinema de autor’, que eles, e só eles, praticam com abnegação e sacrifício, é uma espécie em vias de extinção que o Estado deve proteger dos predadores industriais.
Caucionada pelos franceses, esta perspectiva ecológica sobre o ‘cinema português’, fez calar qualquer contestação interna e, pelos vistos, vai continuar a fazer estragos. Em Agosto de 2004 foi publicada a nova Lei do Cinema, que, apesar das suas enormes deficiências, podia mudar um pouco este lamentável panorama, porque o Estado deixava de ter o direito exclusivo de decidir sobre o destino dos cineastas. A verdade, porém, é que, mais de dois anos depois, a Lei continua por regulamentar e os filmes vão continuar, como alguém disse, a ser produzidos segundo essa lógica aberrante de que «o Estado deve subvencionar a subversão».
por APedroVasconcelos
28/10/2006
Emoldurando uma fotografia de um filme de Oliveira, podia ler-se a opinião não assinada de alguém que procurava vender aos franceses essa excentricidade que é o ‘cinema português’. Para quem tivesse dúvidas sobre o que ia encontrar, o título dizia tudo: «Um cinema à procura de público»!
Passo sobre as declarações do Presidente do ICAM, que faz o seu papel de defender a «qualidade artística» dos filmes que o Instituto subsidia. Nada disso tem importância. O que deteve a minha atenção foi a frase de abertura, que é todo um programa: «O cinema português sempre optou por uma expressão artística menos vistosa do que as superproduções hollywoodescas». «Optou»?! Ficamos a saber que se, em Portugal, alguém como Pedro Costa, por exemplo, faz No Quarto da Vanda, em vez de fazer o Titanic, não é por falta de meios; é por opção estética!
Estas enormidades alimentam a ideia que o lobby que domina a actividade cinematográfica em Portugal de há vinte anos para cá exportou para Paris e que, por um efeito de boomerang, foi reexportada para Lisboa: a de que o ‘cinema português’ é o mais livre do mundo (porque não depende do mercado, mas do Estado), o mais original (porque os cineastas fazem o que querem, e não o que os produtores lhes impõem), o mais subversivo (porque não respeita nenhuma convenção) e o mais artístico (porque os filmes não têm que dar contas ao público, mas aos críticos).
Num país com um défice cultural alarmante, esta ‘liberdade’ tem custos discutíveis, mas não é discutida por ninguém. Os maiores beneficiários fazem passar a ideia de que o ‘cinema de autor’, que eles, e só eles, praticam com abnegação e sacrifício, é uma espécie em vias de extinção que o Estado deve proteger dos predadores industriais.
Caucionada pelos franceses, esta perspectiva ecológica sobre o ‘cinema português’, fez calar qualquer contestação interna e, pelos vistos, vai continuar a fazer estragos. Em Agosto de 2004 foi publicada a nova Lei do Cinema, que, apesar das suas enormes deficiências, podia mudar um pouco este lamentável panorama, porque o Estado deixava de ter o direito exclusivo de decidir sobre o destino dos cineastas. A verdade, porém, é que, mais de dois anos depois, a Lei continua por regulamentar e os filmes vão continuar, como alguém disse, a ser produzidos segundo essa lógica aberrante de que «o Estado deve subvencionar a subversão».
por APedroVasconcelos
28/10/2006
sábado, 31 de dezembro de 2005
Noticias 2005
01/12/2005
«O Crime do Padre Amaro» é um dos filmes portugueses mais vistos de sempre, avança esta quinta-feira o Público. O jornal cita dados do Instituto do Cinema Audiovisual e Multimédia (ICAM), segundo os quais, 218.500 espectadores assistiram até anteontem à longa-metragem de Carlos Coelho da Silva.
A película entra assim para a lista dos cinco filmes portugueses mais vistos de sempre, embora à frente estejam ainda quatro títulos, todos dos anos 90. No topo da tabela, os dois maiores sucessos de Joaquim Leitão, «Tentação», de 1997 (360 mil), e «Adão e Eva», de 1995 (254 mil). Segue-se «Zona J», de 1998, (246 mil), enquanto no quarto lugar está «Jaime» (220 mil), desse mesmo ano.
«O Crime do Padre Amaro» estreou a 27 de Outubro em 25 salas. Logo no primeiro dia teve 3615 espectadores e seis dias depois já tinha contabilizado 53 mil, transformando-se no maior sucesso do cinema português de 2005, ultrapassando «Um Tiro no Escuro», de Tino Navarro, com 28.571 espectadores. Neste momento, a Lusomundo já estendeu a exibição a 80 salas e não tem data para o filme sair de cartaz.
DIÁRIO DIGITAL
«O Crime do Padre Amaro» é um dos filmes portugueses mais vistos de sempre, avança esta quinta-feira o Público. O jornal cita dados do Instituto do Cinema Audiovisual e Multimédia (ICAM), segundo os quais, 218.500 espectadores assistiram até anteontem à longa-metragem de Carlos Coelho da Silva.
A película entra assim para a lista dos cinco filmes portugueses mais vistos de sempre, embora à frente estejam ainda quatro títulos, todos dos anos 90. No topo da tabela, os dois maiores sucessos de Joaquim Leitão, «Tentação», de 1997 (360 mil), e «Adão e Eva», de 1995 (254 mil). Segue-se «Zona J», de 1998, (246 mil), enquanto no quarto lugar está «Jaime» (220 mil), desse mesmo ano.
«O Crime do Padre Amaro» estreou a 27 de Outubro em 25 salas. Logo no primeiro dia teve 3615 espectadores e seis dias depois já tinha contabilizado 53 mil, transformando-se no maior sucesso do cinema português de 2005, ultrapassando «Um Tiro no Escuro», de Tino Navarro, com 28.571 espectadores. Neste momento, a Lusomundo já estendeu a exibição a 80 salas e não tem data para o filme sair de cartaz.
DIÁRIO DIGITAL
segunda-feira, 31 de outubro de 2005
Filme Portugueses Mais Vistos 1980-2003
dados do ICAM
ALEA
VIII – Números do Cinema - Fernando J. Pinto Basto
http://www.alea.pt/html/statofic/html/dossier/doc/dossier8.pdf
(os filmes nacionais com mais espectadores em Portugal)
1 Tentação, Joaquim Leitão, 1997, 346.032 - 361.312
2 O Lugar do Morto, António-Pedro Vasconcelos, 1984, 271.845
3 Adão e Eva, Joaquim Leitão, 1996, 233.476 - 254.925
4 Zona J, Leonel Vieira, 1998, 239.446 - 246.073
5 Jaime, António-Pedro Vasconcelos, 1999, 199.216 - 220.925
6 Pesadelo Cor-de-Rosa, Fernando Fragata, 1998, 185.472
7 A Vida é Bela…!?, Luís Galvão Teles, 1982, 140.074
8 Kilas, o mau da fita, José Fonseca e Costa, 1981, 121.269
9 Capitães de Abril, Maria de Medeiros, 2000, 110.374 - 110.377
10 Adeus Pai, Luís Filipe Rocha, 1996, 100.461
ALEA
VIII – Números do Cinema - Fernando J. Pinto Basto
http://www.alea.pt/html/statofic/html/dossier/doc/dossier8.pdf
(os filmes nacionais com mais espectadores em Portugal)
1 Tentação, Joaquim Leitão, 1997, 346.032 - 361.312
2 O Lugar do Morto, António-Pedro Vasconcelos, 1984, 271.845
3 Adão e Eva, Joaquim Leitão, 1996, 233.476 - 254.925
4 Zona J, Leonel Vieira, 1998, 239.446 - 246.073
5 Jaime, António-Pedro Vasconcelos, 1999, 199.216 - 220.925
6 Pesadelo Cor-de-Rosa, Fernando Fragata, 1998, 185.472
7 A Vida é Bela…!?, Luís Galvão Teles, 1982, 140.074
8 Kilas, o mau da fita, José Fonseca e Costa, 1981, 121.269
9 Capitães de Abril, Maria de Medeiros, 2000, 110.374 - 110.377
10 Adeus Pai, Luís Filipe Rocha, 1996, 100.461
quarta-feira, 31 de março de 2004
Portugal Já Tem "Rankings" de Filmes
Portugal deixou ontem de ser o único país da União Europeia sem "ranking" de exibição cinematográfica: 80 por cento das salas de cinema estão agora em rede com o Instituto do Cinema Audiovisual e Multimédia (ICAM). Este é, segundo o presidente do instituto, o maior passo do ICAM desde que assumiu a direcção, no fim de 2002.
O número de espectadores, das salas em que os filmes estão a ser exibidos e os resultados das bilheteiras estão agora acessíveis a qualquer pessoa. A actualização será feita todas as sextas-feiras de manhã no "site" do ICAM, anunciou ontem o seu presidente, Elísio Cabral de Oliveira, numa apresentação pública do projecto na Cinemateca Portuguesa.
Este "ranking" foi possível através de uma parceria entre o Estado e os exibidores cinematográficos, que resultou na informatização das bilheteiras de cinema e que permite ao ICAM receber e tratar a informação relativa à emissão dos bilhetes.
Este programa já estava previsto em 1999 mas só agora foi concretizado depois de ter sido regulamentado em Junho. As despesas de instalação do equipamento necessário à informatização da emissão de bilhetes e de transmissão de dados electrónicos foi suportada pelo ICAM e custou cerca de 100,000 euros. "Os responsáveis pelas salas de cinema aderiram rapidamente a esta iniciativa, mais do que nós estávamos à espera", disse ontem o presidente do ICAM. Até Junho, disse Cabral de Oliveira, o sistema "vai chegar a todas as salas". As 400 que já estão informatizadas representam todas as salas com exibições diárias que, na maioria, estão concentradas nos principais centros urbanos.
Nas actualizações semanais, vai ser também possível consultar os valores acumulados. Isso significa que, a prazo, haverá um "ranking" dos 50 filmes mais vistos durante cada ano.
"Este é um mecanismo que cria uma melhor avaliação, conhecimento e controlo do número de espectadores, filmes e resultados de bilheteira", disse o secretário de Estado da Cultura, José Amaral Lopes. Este sistema, disse, "vai tornar o sector mais transparente e vai permitir corrigir deficiências na informação, porque os dados que existiam não eram credíveis".
Amaral Lopes negou que os filmes portugueses que têm menos espectadores possam ficar penalizados - e que por isso poderão ser sistematicamente excluídos das tabelas - e disse que o "objectivo principal é um melhor controlo do sector, que pode permitir corrigir erros e adoptar medidas para promover mais a cultura cinematográfica".
Na tabela desta semana dos 20 filmes mais vistos em Portugal, por exemplo, não há nenhum filme português; e na tabela acumulada de Outubro a Março, entre os 50 filmes mais vistos há apenas dois portugueses: "Os Imortais", de António Pedro Vasconcelos, em 33º lugar, e "Portugal SA", de Ruy Guerra, em 49º.
O presidente do ICAM também não considera que este "ranking" possa prejudicar o cinema português e afirmou ontem que tem que se analisado de uma forma qualitativa: "Não estamos preocupados com o facto de o cinema português não estar entre os 50 filmes mais vistos, estamos empenhados em usar estes dados para aplicar medidas políticas para o cinema português."
Sobre a nova lei do cinema, cujo projecto-lei foi aprovado em Conselho de Ministros em Dezembro, Elísio Cabral de Oliveira considera que "este processo [de informatização] não vai ter grande influência, é apenas útil para a análise do sector".
Reacções positivas
A informatização vai permitir que os produtores possam conhecer o comportamento do seu filme em determinada sala e as receitas de bilheteira de cada distrito do país, além das salas e tipo de filmes que têm mais público. "Fico muito satisfeito pois é uma batalha que tenho há anos, quando houver números reais e concretos será excelente", disse ao PÚBLICO o produtor de cinema Tino Navarro. A distribuidora Lusomundo Audiovisuais colaborou neste processo com o ICAM e considera positiva esta evolução "porque assim temos uma garantia de transparência e fiabilidade dos números das bilheteiras", disse uma fonte do gabinete de comunicação da PT Multimédia. O realizador Joaquim Leitão reconhece que esta medida é importante "pois passa a ser possível conhecer o estado do mercado cinematográfico de uma forma exacta".
Segundo o presidente do ICAM, há, no entanto, uma lacuna no processo: não inclui o número de espectadores que os filmes fazem em salas no estrangeiro, nem o número de canais abertos ou codificados que exibem os filmes portugueses. Esta informação, disse Cabral de Oliveira, "fica com os produtores e nós não temos acesso a ela". O ICAM, disse, sabe que alguns filmes de Manoel de Oliveira, "O Fantasma", de João Pedro Rodrigues, e "Mulher Polícia", de Joaquim Sapinho, têm tido sucesso no estrangeiro, mas não tem os números exactos e globais.
Para se ter uma ideia geral, porém, o Observatório Europeu do Audiovisual tem uma tabela dos 10 filmes portugueses mais vistos na Europa, na qual "Afirma Pereira", de Roberto Faenza, com mais de 384 mil espectadores entre 1996 e 2002, é o primeiro da lista.
Este sistema que foi agora instituído para o cinema vai ser alargado a todos os espectáculos artísticos "de forma a que o Estado possa acompanhar e promover a difusão das artes", acrescentou o secretário de Estado da Cultura.
CARLA GONÇALVES DE ALMEIDA / Público, 12/03/2004
http://arquivo.pt/wayback/20040405091325/http://jornal.publico.pt/2004/03/12/Cultura/C01.html
O número de espectadores, das salas em que os filmes estão a ser exibidos e os resultados das bilheteiras estão agora acessíveis a qualquer pessoa. A actualização será feita todas as sextas-feiras de manhã no "site" do ICAM, anunciou ontem o seu presidente, Elísio Cabral de Oliveira, numa apresentação pública do projecto na Cinemateca Portuguesa.
Este "ranking" foi possível através de uma parceria entre o Estado e os exibidores cinematográficos, que resultou na informatização das bilheteiras de cinema e que permite ao ICAM receber e tratar a informação relativa à emissão dos bilhetes.
Este programa já estava previsto em 1999 mas só agora foi concretizado depois de ter sido regulamentado em Junho. As despesas de instalação do equipamento necessário à informatização da emissão de bilhetes e de transmissão de dados electrónicos foi suportada pelo ICAM e custou cerca de 100,000 euros. "Os responsáveis pelas salas de cinema aderiram rapidamente a esta iniciativa, mais do que nós estávamos à espera", disse ontem o presidente do ICAM. Até Junho, disse Cabral de Oliveira, o sistema "vai chegar a todas as salas". As 400 que já estão informatizadas representam todas as salas com exibições diárias que, na maioria, estão concentradas nos principais centros urbanos.
Nas actualizações semanais, vai ser também possível consultar os valores acumulados. Isso significa que, a prazo, haverá um "ranking" dos 50 filmes mais vistos durante cada ano.
"Este é um mecanismo que cria uma melhor avaliação, conhecimento e controlo do número de espectadores, filmes e resultados de bilheteira", disse o secretário de Estado da Cultura, José Amaral Lopes. Este sistema, disse, "vai tornar o sector mais transparente e vai permitir corrigir deficiências na informação, porque os dados que existiam não eram credíveis".
Amaral Lopes negou que os filmes portugueses que têm menos espectadores possam ficar penalizados - e que por isso poderão ser sistematicamente excluídos das tabelas - e disse que o "objectivo principal é um melhor controlo do sector, que pode permitir corrigir erros e adoptar medidas para promover mais a cultura cinematográfica".
Na tabela desta semana dos 20 filmes mais vistos em Portugal, por exemplo, não há nenhum filme português; e na tabela acumulada de Outubro a Março, entre os 50 filmes mais vistos há apenas dois portugueses: "Os Imortais", de António Pedro Vasconcelos, em 33º lugar, e "Portugal SA", de Ruy Guerra, em 49º.
O presidente do ICAM também não considera que este "ranking" possa prejudicar o cinema português e afirmou ontem que tem que se analisado de uma forma qualitativa: "Não estamos preocupados com o facto de o cinema português não estar entre os 50 filmes mais vistos, estamos empenhados em usar estes dados para aplicar medidas políticas para o cinema português."
Sobre a nova lei do cinema, cujo projecto-lei foi aprovado em Conselho de Ministros em Dezembro, Elísio Cabral de Oliveira considera que "este processo [de informatização] não vai ter grande influência, é apenas útil para a análise do sector".
Reacções positivas
A informatização vai permitir que os produtores possam conhecer o comportamento do seu filme em determinada sala e as receitas de bilheteira de cada distrito do país, além das salas e tipo de filmes que têm mais público. "Fico muito satisfeito pois é uma batalha que tenho há anos, quando houver números reais e concretos será excelente", disse ao PÚBLICO o produtor de cinema Tino Navarro. A distribuidora Lusomundo Audiovisuais colaborou neste processo com o ICAM e considera positiva esta evolução "porque assim temos uma garantia de transparência e fiabilidade dos números das bilheteiras", disse uma fonte do gabinete de comunicação da PT Multimédia. O realizador Joaquim Leitão reconhece que esta medida é importante "pois passa a ser possível conhecer o estado do mercado cinematográfico de uma forma exacta".
Segundo o presidente do ICAM, há, no entanto, uma lacuna no processo: não inclui o número de espectadores que os filmes fazem em salas no estrangeiro, nem o número de canais abertos ou codificados que exibem os filmes portugueses. Esta informação, disse Cabral de Oliveira, "fica com os produtores e nós não temos acesso a ela". O ICAM, disse, sabe que alguns filmes de Manoel de Oliveira, "O Fantasma", de João Pedro Rodrigues, e "Mulher Polícia", de Joaquim Sapinho, têm tido sucesso no estrangeiro, mas não tem os números exactos e globais.
Para se ter uma ideia geral, porém, o Observatório Europeu do Audiovisual tem uma tabela dos 10 filmes portugueses mais vistos na Europa, na qual "Afirma Pereira", de Roberto Faenza, com mais de 384 mil espectadores entre 1996 e 2002, é o primeiro da lista.
Este sistema que foi agora instituído para o cinema vai ser alargado a todos os espectáculos artísticos "de forma a que o Estado possa acompanhar e promover a difusão das artes", acrescentou o secretário de Estado da Cultura.
CARLA GONÇALVES DE ALMEIDA / Público, 12/03/2004
http://arquivo.pt/wayback/20040405091325/http://jornal.publico.pt/2004/03/12/Cultura/C01.html
domingo, 30 de junho de 2002
Filmes Portugueses mais vistos 1980/2002
"Tentação" É o Filme Português Mais Visto Desde 1980
Sábado, 8 de Junho de 2002
360 mil espectadores assistiram à longa-metragem de Joaquim Leitão, divulga o ICAM
"Tentação", de Joaquim Leitão, estreado em 1997, foi o filme português mais visto dos últimos 20 anos, com cerca de 360 mil espectadores, revela o Instituto Português do Cinema Audiovisual e Multimédia (ICAM) no seu catálogo "Cinema-2002: Portugal". Segundo dados fornecidos pelas distribuidoras e divulgados pelo ICAM, "O Lugar do Morto" (1984), realizado por António Pedro Vasconcelos, aparece como o segundo filme mais visto desde 1980 (com cerca de 272 mil bilhetes vendidos), seguido de outra obra de Joaquim Leitão, "Adão e Eva" (1995), que levou às salas portuguesas cerca de 255 mil espectadores.
Estreado em 1998, "Zona J", de Leonel Vieira (cerca de 240 mil), aparece na quarta posição, seguido de novo por António Pedro Vasconcelos com "Jaime", de 1999 (cerca de 220 mil). "Francisca" (1981) e "Non ou a Vã Glória de Mandar" (1990) - vistos, respectivamente, por cerca de 76 mil e 61 mil espectadores
- são os únicos filmes de Manoel de Oliveira que constam da lista dos 21 filmes nacionais mais vistos entre 1980 e 2001.
No ano passado, estrearam-se em Portugal 208 filmes, continuando o mercado norte-americano a dominar: 129 dos filmes estreados eram originários dos Estados Unidos da América, 37 da Europa, 29 de outros pontos do mundo e apenas 13 nacionais. O líder do mercado da distribuição, em 2001, continua a ser a Lusomundo que colocou nas salas portuguesas 76 longas-metragens, contra as 33 da Atalanta e as mesmas 33 da Castello-Lopes.
Quanto às oito longa-metragens de produção nacional estreadas em 2001, "Vou Para Casa", de Oliveira, foi o filme mais visto (com 16300 de espectadores), seguido de "Rasganço", de Raquel Freire (13 mil espectadores), e de "Ganhar a Vida", de João Canijo (com 10100 espectadores). Topo de Página
Público
http://arquivo.pt/wayback/20020614193741/http://jornal.publico.pt/publico/2002/06/08/Cultura/C05.html
Cinema
«Tentação» é filme nacional mais visto
Por DE
O filme «Tentação», de Joaquim Leitão (1997) foi o filme português mais visto das últimas duas
décadas, de acordo com números do Instituto do Cinema, Audiovisual e Multimédia (ICAM), que divulgou quais os 21 filmes portugueses mais vistos entre 1980 e 2001, o filme de Joaquim Leitão foi visto por quatro em cada 100 portugueses. Em segundo lugar na tabela do ICAM destaca-se «O Lugar do Morto», de António Pedro Vasconcelos com 271.845 espectadores, seguido de «Adão e Eva», também de Joaquim Leitão, com 254.925 espectadores.
Diário Económico
Os filmes portugueses mais vistos desde 1980
A longa-metragem "Tentação", de Joaquim Leitão, estreada em 1997, foi o filme nacional mais visto dos últimos vinte anos.
A obra, de acordo com números divulgados pelo Instituto do Cinema, Audiovisual e Multimédia (ICAM) teve 361.312 espectadores. Em segundo lugar nesta espécie de "Top Mais" do cinema nacional surge "O Lugar do Morto" (1984), realizado por António-Pedro Vasconcelos e que foi visto por 271.845 pessoas.
Segue-se outra obra de Joaquim Leitão, "Adão e Eva" (1995), que levou às salas portuguesas 254.925
cinéfilos.
Estreado em 1998, "Zona J", de Leonel Vieira, também se situa na casa dos 200 mil espectadores, e em quinto lugar figura de novo António Pedro Vasconcelos com a película "Jaime", de 1999. De Manoel de Oliveira o destaque vai para: "Francisca" (1981) e "Non ou a Vã Glória de Mandar" (1990), que foram vistos, respectivamente, por 76.132 e 69 mil pessoas.
Oninet, 2002/06/07 - 14:39:00
Sábado, 8 de Junho de 2002
360 mil espectadores assistiram à longa-metragem de Joaquim Leitão, divulga o ICAM
"Tentação", de Joaquim Leitão, estreado em 1997, foi o filme português mais visto dos últimos 20 anos, com cerca de 360 mil espectadores, revela o Instituto Português do Cinema Audiovisual e Multimédia (ICAM) no seu catálogo "Cinema-2002: Portugal". Segundo dados fornecidos pelas distribuidoras e divulgados pelo ICAM, "O Lugar do Morto" (1984), realizado por António Pedro Vasconcelos, aparece como o segundo filme mais visto desde 1980 (com cerca de 272 mil bilhetes vendidos), seguido de outra obra de Joaquim Leitão, "Adão e Eva" (1995), que levou às salas portuguesas cerca de 255 mil espectadores.
Estreado em 1998, "Zona J", de Leonel Vieira (cerca de 240 mil), aparece na quarta posição, seguido de novo por António Pedro Vasconcelos com "Jaime", de 1999 (cerca de 220 mil). "Francisca" (1981) e "Non ou a Vã Glória de Mandar" (1990) - vistos, respectivamente, por cerca de 76 mil e 61 mil espectadores
- são os únicos filmes de Manoel de Oliveira que constam da lista dos 21 filmes nacionais mais vistos entre 1980 e 2001.
No ano passado, estrearam-se em Portugal 208 filmes, continuando o mercado norte-americano a dominar: 129 dos filmes estreados eram originários dos Estados Unidos da América, 37 da Europa, 29 de outros pontos do mundo e apenas 13 nacionais. O líder do mercado da distribuição, em 2001, continua a ser a Lusomundo que colocou nas salas portuguesas 76 longas-metragens, contra as 33 da Atalanta e as mesmas 33 da Castello-Lopes.
Quanto às oito longa-metragens de produção nacional estreadas em 2001, "Vou Para Casa", de Oliveira, foi o filme mais visto (com 16300 de espectadores), seguido de "Rasganço", de Raquel Freire (13 mil espectadores), e de "Ganhar a Vida", de João Canijo (com 10100 espectadores). Topo de Página
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http://arquivo.pt/wayback/20020614193741/http://jornal.publico.pt/publico/2002/06/08/Cultura/C05.html
Cinema
«Tentação» é filme nacional mais visto
Por DE
O filme «Tentação», de Joaquim Leitão (1997) foi o filme português mais visto das últimas duas
décadas, de acordo com números do Instituto do Cinema, Audiovisual e Multimédia (ICAM), que divulgou quais os 21 filmes portugueses mais vistos entre 1980 e 2001, o filme de Joaquim Leitão foi visto por quatro em cada 100 portugueses. Em segundo lugar na tabela do ICAM destaca-se «O Lugar do Morto», de António Pedro Vasconcelos com 271.845 espectadores, seguido de «Adão e Eva», também de Joaquim Leitão, com 254.925 espectadores.
Diário Económico
Os filmes portugueses mais vistos desde 1980
A longa-metragem "Tentação", de Joaquim Leitão, estreada em 1997, foi o filme nacional mais visto dos últimos vinte anos.
A obra, de acordo com números divulgados pelo Instituto do Cinema, Audiovisual e Multimédia (ICAM) teve 361.312 espectadores. Em segundo lugar nesta espécie de "Top Mais" do cinema nacional surge "O Lugar do Morto" (1984), realizado por António-Pedro Vasconcelos e que foi visto por 271.845 pessoas.
Segue-se outra obra de Joaquim Leitão, "Adão e Eva" (1995), que levou às salas portuguesas 254.925
cinéfilos.
Estreado em 1998, "Zona J", de Leonel Vieira, também se situa na casa dos 200 mil espectadores, e em quinto lugar figura de novo António Pedro Vasconcelos com a película "Jaime", de 1999. De Manoel de Oliveira o destaque vai para: "Francisca" (1981) e "Non ou a Vã Glória de Mandar" (1990), que foram vistos, respectivamente, por 76.132 e 69 mil pessoas.
Oninet, 2002/06/07 - 14:39:00
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