quinta-feira, 30 de abril de 2015

Filmes Portugueses Mais Vistos 1978-1995


Retirado de "Olhares: Manoel de Oliveira" (2005), capítulo "Manoel Oliveira de Autor Marginal a Cineasta oficial" - Paulo Cunha



lista das longas nacionais mais vistas em território nacional segundo dados do Instituto Português de Cinema e do seu sucessor Instituto Português de Arte Cinematográfica e Audiovisual (IPACA) para os filmes com registo conhecido - filmes distribuídos entre 1978 e 1995


1 - O Lugar do Morto, de António-Pedro Vasconcelos (1984): 271.845 espectadores
2 - A Vida é Bela…!?, de Luís Galvão Teles (1982): 140.074 espectadores
3 - Kilas, o mau da fita, de José Fonseca e Costa (1981): 121.269 espectadores
4 - Os Abismos da Meia-Noite, de António de Macedo (1984): 100.408 espectadores
5 - Sem Sombra de Pecado, de José Fonseca e Costa (1983): 92.080espectadores
6 - Oxalá, de António-Pedro Vasconcelos (1981): 89.484 espectadores
7 - O Querido Lilás, de Artur Semedo (1987): 86.742 espectadores
8 - A Balada da Praia dos Cães, de José Fonseca e Costa (1987): 81.995 espectadores
9 - Francisca, de Manoel de Oliveira (1981): 76.132 espectadores
10 - Non ou a vã glória de mandar, de Manoel de Oliveira (1990): 69.000 espectadores

sábado, 31 de janeiro de 2015

Noticias 2015

21.01.2015  17:35


Cinema português visto por meio milhão


Instituto do Cinema e Audiovisual revela que "2014 foi o segundo melhor ano da década".


Cerca de 571 000 espetadores viram cinema português em 2014, o que representa apenas 4,7 por cento dos 12 milhões de espetadores contabilizados, segundo dados divulgados esta quarta-feira pelo Instituto do Cinema e Audiovisual (ICA).
Apesar de ser um valor residual, tendo em conta o total de espetadores que foram ao cinema, o ICA
considera que "2014 foi o segundo melhor ano da década", tendo para esse valor contribuido os três
filmes portugueses mais vistos: "Os Maias - Cenas da vida romântica", "Virados do avesso" e "Os gatos não têm vertigens".
Em 2014, segundo o ICA, estrearam-se em sala 39 longas-metragens de produção ou coprodução portuguesa e cinco curtas-metragens.


CM

quarta-feira, 31 de dezembro de 2014

Noticias 2014

27.12.2014  20:09

‘Virados’ procura alcançar ‘Maias’
Filme de época realizado por João Botelho lidera lista nacional de 2014.


Por Hugo Real/CM


Com o aproximar do final do ano, dois filmes lusos lutam pelo título do mais visto em 2014.
De acordo com dados do Instituto do Cinema e do Audiovisual (ICA), e até ao dia 24 de dezembro,
‘Virados do Avesso’ já tinha levado às salas nacionais 97 715 espectadores, tendo obtido mais de meio milhão de euros em receitas.
Contudo, os números da comédia dirigida por Edgar Pêra deverão ser ainda maiores, já que o ICA informa que estão ainda em falta as informações de dois exibidores para os dados da última semana. Ou seja, ‘Virados do Avesso’ já terá ultrapassado a fasquia dos 100 mil espectadores em Portugal.
Ainda assim, a liderança de 2014 continua a pertencer a ‘Os Maias – Cenas da Vida Romântica’, de João Botelho, que levou às salas mais de 113 mil espectadores (gerando 564 mil euros em receitas).
A fechar o pódio deste ano surge ‘Os Gatos Não Têm Vertigens’, de António-Pedro Vasconcelos, que foi visto por mais de 93 mil espectadores (476 mil euros em bilheteira).
De resto, estes três filmes entraram no top 20 das películas nacionais mais vistas desde 2004 (ano em
que o ICA começou a compilar estes dados). ‘Os Maias’ surge na décima posição, enquanto que ‘Virados do Avesso’ ocupa o 12º lugar, imediatamente à frente de ‘Os Gatos Não Têm Vertigens’.
Referência ainda para ‘Sei Lá’, também estreado este ano. O filme de Joaquim Leitão, que adapta a obra de Margarida Rebelo Pinto, surge na 17ª posição deste ranking (61 730 espectadores e 315 mil euros de receitas), que continua a ser liderado por ‘O Crime do Padre Amaro’. O filme, realizado por Carlos Coelho da Silva e estreado em 2005, foi visto por 380 mil pessoas (1,6 milhões em bilheteira

terça-feira, 31 de outubro de 2006

Small is beautiful

O Paris-Match da semana passada trazia um suplemento dedicado a Portugal. Lá dentro, entre vários artigos encomiásticos e idiotas, escritos naquela prosa lírica e fútil em que os franceses são exímios, vinha um artigo sobre a excelência do cinema português.

Emoldurando uma fotografia de um filme de Oliveira, podia ler-se a opinião não assinada de alguém que procurava vender aos franceses essa excentricidade que é o ‘cinema português’. Para quem tivesse dúvidas sobre o que ia encontrar, o título dizia tudo: «Um cinema à procura de público»!

Passo sobre as declarações do Presidente do ICAM, que faz o seu papel de defender a «qualidade artística» dos filmes que o Instituto subsidia. Nada disso tem importância. O que deteve a minha atenção foi a frase de abertura, que é todo um programa: «O cinema português sempre optou por uma expressão artística menos vistosa do que as superproduções hollywoodescas». «Optou»?! Ficamos a saber que se, em Portugal, alguém como Pedro Costa, por exemplo, faz No Quarto da Vanda, em vez de fazer o Titanic, não é por falta de meios; é por opção estética!

Estas enormidades alimentam a ideia que o lobby que domina a actividade cinematográfica em Portugal de há vinte anos para cá exportou para Paris e que, por um efeito de boomerang, foi reexportada para Lisboa: a de que o ‘cinema português’ é o mais livre do mundo (porque não depende do mercado, mas do Estado), o mais original (porque os cineastas fazem o que querem, e não o que os produtores lhes impõem), o mais subversivo (porque não respeita nenhuma convenção) e o mais artístico (porque os filmes não têm que dar contas ao público, mas aos críticos).

Num país com um défice cultural alarmante, esta ‘liberdade’ tem custos discutíveis, mas não é discutida por ninguém. Os maiores beneficiários fazem passar a ideia de que o ‘cinema de autor’, que eles, e só eles, praticam com abnegação e sacrifício, é uma espécie em vias de extinção que o Estado deve proteger dos predadores industriais.

Caucionada pelos franceses, esta perspectiva ecológica sobre o ‘cinema português’, fez calar qualquer contestação interna e, pelos vistos, vai continuar a fazer estragos. Em Agosto de 2004 foi publicada a nova Lei do Cinema, que, apesar das suas enormes deficiências, podia mudar um pouco este lamentável panorama, porque o Estado deixava de ter o direito exclusivo de decidir sobre o destino dos cineastas. A verdade, porém, é que, mais de dois anos depois, a Lei continua por regulamentar e os filmes vão continuar, como alguém disse, a ser produzidos segundo essa lógica aberrante de que «o Estado deve subvencionar a subversão».

por APedroVasconcelos

28/10/2006

sábado, 31 de dezembro de 2005

Noticias 2005

01/12/2005

«O Crime do Padre Amaro» é um dos filmes portugueses mais vistos de sempre, avança esta quinta-feira o Público. O jornal cita dados do Instituto do Cinema Audiovisual e Multimédia (ICAM), segundo os quais, 218.500 espectadores assistiram até anteontem à longa-metragem de Carlos Coelho da Silva.

A película entra assim para a lista dos cinco filmes portugueses mais vistos de sempre, embora à frente estejam ainda quatro títulos, todos dos anos 90. No topo da tabela, os dois maiores sucessos de Joaquim Leitão, «Tentação», de 1997 (360 mil), e «Adão e Eva», de 1995 (254 mil). Segue-se «Zona J», de 1998, (246 mil), enquanto no quarto lugar está «Jaime» (220 mil), desse mesmo ano.

«O Crime do Padre Amaro» estreou a 27 de Outubro em 25 salas. Logo no primeiro dia teve 3615 espectadores e seis dias depois já tinha contabilizado 53 mil, transformando-se no maior sucesso do cinema português de 2005, ultrapassando «Um Tiro no Escuro», de Tino Navarro, com 28.571 espectadores. Neste momento, a Lusomundo já estendeu a exibição a 80 salas e não tem data para o filme sair de cartaz.

DIÁRIO DIGITAL

segunda-feira, 31 de outubro de 2005

Filme Portugueses Mais Vistos 1980-2003

dados do ICAM
ALEA
VIII – Números do Cinema - Fernando J. Pinto Basto
http://www.alea.pt/html/statofic/html/dossier/doc/dossier8.pdf

(os filmes nacionais com mais espectadores em Portugal)




1 Tentação, Joaquim Leitão, 1997, 346.032 - 361.312
2 O Lugar do Morto, António-Pedro Vasconcelos, 1984, 271.845
3 Adão e Eva, Joaquim Leitão, 1996, 233.476 - 254.925
4 Zona J, Leonel Vieira, 1998, 239.446 - 246.073
5 Jaime, António-Pedro Vasconcelos, 1999, 199.216 - 220.925
6 Pesadelo Cor-de-Rosa, Fernando Fragata, 1998, 185.472
7 A Vida é Bela…!?, Luís Galvão Teles, 1982, 140.074
8 Kilas, o mau da fita, José Fonseca e Costa, 1981, 121.269
9 Capitães de Abril, Maria de Medeiros, 2000, 110.374 - 110.377
10 Adeus Pai, Luís Filipe Rocha, 1996, 100.461



quarta-feira, 31 de março de 2004

Portugal Já Tem "Rankings" de Filmes

Portugal deixou ontem de ser o único país da União Europeia sem "ranking" de exibição cinematográfica: 80 por cento das salas de cinema estão agora em rede com o Instituto do Cinema Audiovisual e Multimédia (ICAM). Este é, segundo o presidente do instituto, o maior passo do ICAM desde que assumiu a direcção, no fim de 2002.
O número de espectadores, das salas em que os filmes estão a ser exibidos e os resultados das bilheteiras estão agora acessíveis a qualquer pessoa. A actualização será feita todas as sextas-feiras de manhã no "site" do ICAM, anunciou ontem o seu presidente, Elísio Cabral de Oliveira, numa apresentação pública do projecto na Cinemateca Portuguesa.
Este "ranking" foi possível através de uma parceria entre o Estado e os exibidores cinematográficos, que resultou na informatização das bilheteiras de cinema e que permite ao ICAM receber e tratar a informação relativa à emissão dos bilhetes.
Este programa já estava previsto em 1999 mas só agora foi concretizado depois de ter sido regulamentado em Junho. As despesas de instalação do equipamento necessário à informatização da emissão de bilhetes e de transmissão de dados electrónicos foi suportada pelo ICAM e custou cerca de 100,000 euros. "Os responsáveis pelas salas de cinema aderiram rapidamente a esta iniciativa, mais do que nós estávamos à espera", disse ontem o presidente do ICAM. Até Junho, disse Cabral de Oliveira, o sistema "vai chegar a todas as salas". As 400 que já estão informatizadas representam todas as salas com exibições diárias que, na maioria, estão concentradas nos principais centros urbanos.
Nas actualizações semanais, vai ser também possível consultar os valores acumulados. Isso significa que, a prazo, haverá um "ranking" dos 50 filmes mais vistos durante cada ano.
"Este é um mecanismo que cria uma melhor avaliação, conhecimento e controlo do número de espectadores, filmes e resultados de bilheteira", disse o secretário de Estado da Cultura, José Amaral Lopes. Este sistema, disse, "vai tornar o sector mais transparente e vai permitir corrigir deficiências na informação, porque os dados que existiam não eram credíveis".
Amaral Lopes negou que os filmes portugueses que têm menos espectadores possam ficar penalizados - e que por isso poderão ser sistematicamente excluídos das tabelas - e disse que o "objectivo principal é um melhor controlo do sector, que pode permitir corrigir erros e adoptar medidas para promover mais a cultura cinematográfica".
Na tabela desta semana dos 20 filmes mais vistos em Portugal, por exemplo, não há nenhum filme português; e na tabela acumulada de Outubro a Março, entre os 50 filmes mais vistos há apenas dois portugueses: "Os Imortais", de António Pedro Vasconcelos, em 33º lugar, e "Portugal SA", de Ruy Guerra, em 49º.
O presidente do ICAM também não considera que este "ranking" possa prejudicar o cinema português e afirmou ontem que tem que se analisado de uma forma qualitativa: "Não estamos preocupados com o facto de o cinema português não estar entre os 50 filmes mais vistos, estamos empenhados em usar estes dados para aplicar medidas políticas para o cinema português."
Sobre a nova lei do cinema, cujo projecto-lei foi aprovado em Conselho de Ministros em Dezembro, Elísio Cabral de Oliveira considera que "este processo [de informatização] não vai ter grande influência, é apenas útil para a análise do sector".
Reacções positivas
A informatização vai permitir que os produtores possam conhecer o comportamento do seu filme em determinada sala e as receitas de bilheteira de cada distrito do país, além das salas e tipo de filmes que têm mais público. "Fico muito satisfeito pois é uma batalha que tenho há anos, quando houver números reais e concretos será excelente", disse ao PÚBLICO o produtor de cinema Tino Navarro. A distribuidora Lusomundo Audiovisuais colaborou neste processo com o ICAM e considera positiva esta evolução "porque assim temos uma garantia de transparência e fiabilidade dos números das bilheteiras", disse uma fonte do gabinete de comunicação da PT Multimédia. O realizador Joaquim Leitão reconhece que esta medida é importante "pois passa a ser possível conhecer o estado do mercado cinematográfico de uma forma exacta".
Segundo o presidente do ICAM, há, no entanto, uma lacuna no processo: não inclui o número de espectadores que os filmes fazem em salas no estrangeiro, nem o número de canais abertos ou codificados que exibem os filmes portugueses. Esta informação, disse Cabral de Oliveira, "fica com os produtores e nós não temos acesso a ela". O ICAM, disse, sabe que alguns filmes de Manoel de Oliveira, "O Fantasma", de João Pedro Rodrigues, e "Mulher Polícia", de Joaquim Sapinho, têm tido sucesso no estrangeiro, mas não tem os números exactos e globais.
Para se ter uma ideia geral, porém, o Observatório Europeu do Audiovisual tem uma tabela dos 10 filmes portugueses mais vistos na Europa, na qual "Afirma Pereira", de Roberto Faenza, com mais de 384 mil espectadores entre 1996 e 2002, é o primeiro da lista.
Este sistema que foi agora instituído para o cinema vai ser alargado a todos os espectáculos artísticos "de forma a que o Estado possa acompanhar e promover a difusão das artes", acrescentou o secretário de Estado da Cultura.
CARLA GONÇALVES DE ALMEIDA / Público, 12/03/2004
http://arquivo.pt/wayback/20040405091325/http://jornal.publico.pt/2004/03/12/Cultura/C01.html