dados do ICAM
ALEA
VIII – Números do Cinema - Fernando J. Pinto Basto
http://www.alea.pt/html/statofic/html/dossier/doc/dossier8.pdf
(os filmes nacionais com mais espectadores em Portugal)
1 Tentação, Joaquim Leitão, 1997, 346.032 - 361.312
2 O Lugar do Morto, António-Pedro Vasconcelos, 1984, 271.845
3 Adão e Eva, Joaquim Leitão, 1996, 233.476 - 254.925
4 Zona J, Leonel Vieira, 1998, 239.446 - 246.073
5 Jaime, António-Pedro Vasconcelos, 1999, 199.216 - 220.925
6 Pesadelo Cor-de-Rosa, Fernando Fragata, 1998, 185.472
7 A Vida é Bela…!?, Luís Galvão Teles, 1982, 140.074
8 Kilas, o mau da fita, José Fonseca e Costa, 1981, 121.269
9 Capitães de Abril, Maria de Medeiros, 2000, 110.374 - 110.377
10 Adeus Pai, Luís Filipe Rocha, 1996, 100.461
segunda-feira, 31 de outubro de 2005
quarta-feira, 31 de março de 2004
Portugal Já Tem "Rankings" de Filmes
Portugal deixou ontem de ser o único país da União Europeia sem "ranking" de exibição cinematográfica: 80 por cento das salas de cinema estão agora em rede com o Instituto do Cinema Audiovisual e Multimédia (ICAM). Este é, segundo o presidente do instituto, o maior passo do ICAM desde que assumiu a direcção, no fim de 2002.
O número de espectadores, das salas em que os filmes estão a ser exibidos e os resultados das bilheteiras estão agora acessíveis a qualquer pessoa. A actualização será feita todas as sextas-feiras de manhã no "site" do ICAM, anunciou ontem o seu presidente, Elísio Cabral de Oliveira, numa apresentação pública do projecto na Cinemateca Portuguesa.
Este "ranking" foi possível através de uma parceria entre o Estado e os exibidores cinematográficos, que resultou na informatização das bilheteiras de cinema e que permite ao ICAM receber e tratar a informação relativa à emissão dos bilhetes.
Este programa já estava previsto em 1999 mas só agora foi concretizado depois de ter sido regulamentado em Junho. As despesas de instalação do equipamento necessário à informatização da emissão de bilhetes e de transmissão de dados electrónicos foi suportada pelo ICAM e custou cerca de 100,000 euros. "Os responsáveis pelas salas de cinema aderiram rapidamente a esta iniciativa, mais do que nós estávamos à espera", disse ontem o presidente do ICAM. Até Junho, disse Cabral de Oliveira, o sistema "vai chegar a todas as salas". As 400 que já estão informatizadas representam todas as salas com exibições diárias que, na maioria, estão concentradas nos principais centros urbanos.
Nas actualizações semanais, vai ser também possível consultar os valores acumulados. Isso significa que, a prazo, haverá um "ranking" dos 50 filmes mais vistos durante cada ano.
"Este é um mecanismo que cria uma melhor avaliação, conhecimento e controlo do número de espectadores, filmes e resultados de bilheteira", disse o secretário de Estado da Cultura, José Amaral Lopes. Este sistema, disse, "vai tornar o sector mais transparente e vai permitir corrigir deficiências na informação, porque os dados que existiam não eram credíveis".
Amaral Lopes negou que os filmes portugueses que têm menos espectadores possam ficar penalizados - e que por isso poderão ser sistematicamente excluídos das tabelas - e disse que o "objectivo principal é um melhor controlo do sector, que pode permitir corrigir erros e adoptar medidas para promover mais a cultura cinematográfica".
Na tabela desta semana dos 20 filmes mais vistos em Portugal, por exemplo, não há nenhum filme português; e na tabela acumulada de Outubro a Março, entre os 50 filmes mais vistos há apenas dois portugueses: "Os Imortais", de António Pedro Vasconcelos, em 33º lugar, e "Portugal SA", de Ruy Guerra, em 49º.
O presidente do ICAM também não considera que este "ranking" possa prejudicar o cinema português e afirmou ontem que tem que se analisado de uma forma qualitativa: "Não estamos preocupados com o facto de o cinema português não estar entre os 50 filmes mais vistos, estamos empenhados em usar estes dados para aplicar medidas políticas para o cinema português."
Sobre a nova lei do cinema, cujo projecto-lei foi aprovado em Conselho de Ministros em Dezembro, Elísio Cabral de Oliveira considera que "este processo [de informatização] não vai ter grande influência, é apenas útil para a análise do sector".
Reacções positivas
A informatização vai permitir que os produtores possam conhecer o comportamento do seu filme em determinada sala e as receitas de bilheteira de cada distrito do país, além das salas e tipo de filmes que têm mais público. "Fico muito satisfeito pois é uma batalha que tenho há anos, quando houver números reais e concretos será excelente", disse ao PÚBLICO o produtor de cinema Tino Navarro. A distribuidora Lusomundo Audiovisuais colaborou neste processo com o ICAM e considera positiva esta evolução "porque assim temos uma garantia de transparência e fiabilidade dos números das bilheteiras", disse uma fonte do gabinete de comunicação da PT Multimédia. O realizador Joaquim Leitão reconhece que esta medida é importante "pois passa a ser possível conhecer o estado do mercado cinematográfico de uma forma exacta".
Segundo o presidente do ICAM, há, no entanto, uma lacuna no processo: não inclui o número de espectadores que os filmes fazem em salas no estrangeiro, nem o número de canais abertos ou codificados que exibem os filmes portugueses. Esta informação, disse Cabral de Oliveira, "fica com os produtores e nós não temos acesso a ela". O ICAM, disse, sabe que alguns filmes de Manoel de Oliveira, "O Fantasma", de João Pedro Rodrigues, e "Mulher Polícia", de Joaquim Sapinho, têm tido sucesso no estrangeiro, mas não tem os números exactos e globais.
Para se ter uma ideia geral, porém, o Observatório Europeu do Audiovisual tem uma tabela dos 10 filmes portugueses mais vistos na Europa, na qual "Afirma Pereira", de Roberto Faenza, com mais de 384 mil espectadores entre 1996 e 2002, é o primeiro da lista.
Este sistema que foi agora instituído para o cinema vai ser alargado a todos os espectáculos artísticos "de forma a que o Estado possa acompanhar e promover a difusão das artes", acrescentou o secretário de Estado da Cultura.
CARLA GONÇALVES DE ALMEIDA / Público, 12/03/2004
http://arquivo.pt/wayback/20040405091325/http://jornal.publico.pt/2004/03/12/Cultura/C01.html
O número de espectadores, das salas em que os filmes estão a ser exibidos e os resultados das bilheteiras estão agora acessíveis a qualquer pessoa. A actualização será feita todas as sextas-feiras de manhã no "site" do ICAM, anunciou ontem o seu presidente, Elísio Cabral de Oliveira, numa apresentação pública do projecto na Cinemateca Portuguesa.
Este "ranking" foi possível através de uma parceria entre o Estado e os exibidores cinematográficos, que resultou na informatização das bilheteiras de cinema e que permite ao ICAM receber e tratar a informação relativa à emissão dos bilhetes.
Este programa já estava previsto em 1999 mas só agora foi concretizado depois de ter sido regulamentado em Junho. As despesas de instalação do equipamento necessário à informatização da emissão de bilhetes e de transmissão de dados electrónicos foi suportada pelo ICAM e custou cerca de 100,000 euros. "Os responsáveis pelas salas de cinema aderiram rapidamente a esta iniciativa, mais do que nós estávamos à espera", disse ontem o presidente do ICAM. Até Junho, disse Cabral de Oliveira, o sistema "vai chegar a todas as salas". As 400 que já estão informatizadas representam todas as salas com exibições diárias que, na maioria, estão concentradas nos principais centros urbanos.
Nas actualizações semanais, vai ser também possível consultar os valores acumulados. Isso significa que, a prazo, haverá um "ranking" dos 50 filmes mais vistos durante cada ano.
"Este é um mecanismo que cria uma melhor avaliação, conhecimento e controlo do número de espectadores, filmes e resultados de bilheteira", disse o secretário de Estado da Cultura, José Amaral Lopes. Este sistema, disse, "vai tornar o sector mais transparente e vai permitir corrigir deficiências na informação, porque os dados que existiam não eram credíveis".
Amaral Lopes negou que os filmes portugueses que têm menos espectadores possam ficar penalizados - e que por isso poderão ser sistematicamente excluídos das tabelas - e disse que o "objectivo principal é um melhor controlo do sector, que pode permitir corrigir erros e adoptar medidas para promover mais a cultura cinematográfica".
Na tabela desta semana dos 20 filmes mais vistos em Portugal, por exemplo, não há nenhum filme português; e na tabela acumulada de Outubro a Março, entre os 50 filmes mais vistos há apenas dois portugueses: "Os Imortais", de António Pedro Vasconcelos, em 33º lugar, e "Portugal SA", de Ruy Guerra, em 49º.
O presidente do ICAM também não considera que este "ranking" possa prejudicar o cinema português e afirmou ontem que tem que se analisado de uma forma qualitativa: "Não estamos preocupados com o facto de o cinema português não estar entre os 50 filmes mais vistos, estamos empenhados em usar estes dados para aplicar medidas políticas para o cinema português."
Sobre a nova lei do cinema, cujo projecto-lei foi aprovado em Conselho de Ministros em Dezembro, Elísio Cabral de Oliveira considera que "este processo [de informatização] não vai ter grande influência, é apenas útil para a análise do sector".
Reacções positivas
A informatização vai permitir que os produtores possam conhecer o comportamento do seu filme em determinada sala e as receitas de bilheteira de cada distrito do país, além das salas e tipo de filmes que têm mais público. "Fico muito satisfeito pois é uma batalha que tenho há anos, quando houver números reais e concretos será excelente", disse ao PÚBLICO o produtor de cinema Tino Navarro. A distribuidora Lusomundo Audiovisuais colaborou neste processo com o ICAM e considera positiva esta evolução "porque assim temos uma garantia de transparência e fiabilidade dos números das bilheteiras", disse uma fonte do gabinete de comunicação da PT Multimédia. O realizador Joaquim Leitão reconhece que esta medida é importante "pois passa a ser possível conhecer o estado do mercado cinematográfico de uma forma exacta".
Segundo o presidente do ICAM, há, no entanto, uma lacuna no processo: não inclui o número de espectadores que os filmes fazem em salas no estrangeiro, nem o número de canais abertos ou codificados que exibem os filmes portugueses. Esta informação, disse Cabral de Oliveira, "fica com os produtores e nós não temos acesso a ela". O ICAM, disse, sabe que alguns filmes de Manoel de Oliveira, "O Fantasma", de João Pedro Rodrigues, e "Mulher Polícia", de Joaquim Sapinho, têm tido sucesso no estrangeiro, mas não tem os números exactos e globais.
Para se ter uma ideia geral, porém, o Observatório Europeu do Audiovisual tem uma tabela dos 10 filmes portugueses mais vistos na Europa, na qual "Afirma Pereira", de Roberto Faenza, com mais de 384 mil espectadores entre 1996 e 2002, é o primeiro da lista.
Este sistema que foi agora instituído para o cinema vai ser alargado a todos os espectáculos artísticos "de forma a que o Estado possa acompanhar e promover a difusão das artes", acrescentou o secretário de Estado da Cultura.
CARLA GONÇALVES DE ALMEIDA / Público, 12/03/2004
http://arquivo.pt/wayback/20040405091325/http://jornal.publico.pt/2004/03/12/Cultura/C01.html
domingo, 30 de junho de 2002
Filmes Portugueses mais vistos 1980/2002
"Tentação" É o Filme Português Mais Visto Desde 1980
Sábado, 8 de Junho de 2002
360 mil espectadores assistiram à longa-metragem de Joaquim Leitão, divulga o ICAM
"Tentação", de Joaquim Leitão, estreado em 1997, foi o filme português mais visto dos últimos 20 anos, com cerca de 360 mil espectadores, revela o Instituto Português do Cinema Audiovisual e Multimédia (ICAM) no seu catálogo "Cinema-2002: Portugal". Segundo dados fornecidos pelas distribuidoras e divulgados pelo ICAM, "O Lugar do Morto" (1984), realizado por António Pedro Vasconcelos, aparece como o segundo filme mais visto desde 1980 (com cerca de 272 mil bilhetes vendidos), seguido de outra obra de Joaquim Leitão, "Adão e Eva" (1995), que levou às salas portuguesas cerca de 255 mil espectadores.
Estreado em 1998, "Zona J", de Leonel Vieira (cerca de 240 mil), aparece na quarta posição, seguido de novo por António Pedro Vasconcelos com "Jaime", de 1999 (cerca de 220 mil). "Francisca" (1981) e "Non ou a Vã Glória de Mandar" (1990) - vistos, respectivamente, por cerca de 76 mil e 61 mil espectadores
- são os únicos filmes de Manoel de Oliveira que constam da lista dos 21 filmes nacionais mais vistos entre 1980 e 2001.
No ano passado, estrearam-se em Portugal 208 filmes, continuando o mercado norte-americano a dominar: 129 dos filmes estreados eram originários dos Estados Unidos da América, 37 da Europa, 29 de outros pontos do mundo e apenas 13 nacionais. O líder do mercado da distribuição, em 2001, continua a ser a Lusomundo que colocou nas salas portuguesas 76 longas-metragens, contra as 33 da Atalanta e as mesmas 33 da Castello-Lopes.
Quanto às oito longa-metragens de produção nacional estreadas em 2001, "Vou Para Casa", de Oliveira, foi o filme mais visto (com 16300 de espectadores), seguido de "Rasganço", de Raquel Freire (13 mil espectadores), e de "Ganhar a Vida", de João Canijo (com 10100 espectadores). Topo de Página
Público
http://arquivo.pt/wayback/20020614193741/http://jornal.publico.pt/publico/2002/06/08/Cultura/C05.html
Cinema
«Tentação» é filme nacional mais visto
Por DE
O filme «Tentação», de Joaquim Leitão (1997) foi o filme português mais visto das últimas duas
décadas, de acordo com números do Instituto do Cinema, Audiovisual e Multimédia (ICAM), que divulgou quais os 21 filmes portugueses mais vistos entre 1980 e 2001, o filme de Joaquim Leitão foi visto por quatro em cada 100 portugueses. Em segundo lugar na tabela do ICAM destaca-se «O Lugar do Morto», de António Pedro Vasconcelos com 271.845 espectadores, seguido de «Adão e Eva», também de Joaquim Leitão, com 254.925 espectadores.
Diário Económico
Os filmes portugueses mais vistos desde 1980
A longa-metragem "Tentação", de Joaquim Leitão, estreada em 1997, foi o filme nacional mais visto dos últimos vinte anos.
A obra, de acordo com números divulgados pelo Instituto do Cinema, Audiovisual e Multimédia (ICAM) teve 361.312 espectadores. Em segundo lugar nesta espécie de "Top Mais" do cinema nacional surge "O Lugar do Morto" (1984), realizado por António-Pedro Vasconcelos e que foi visto por 271.845 pessoas.
Segue-se outra obra de Joaquim Leitão, "Adão e Eva" (1995), que levou às salas portuguesas 254.925
cinéfilos.
Estreado em 1998, "Zona J", de Leonel Vieira, também se situa na casa dos 200 mil espectadores, e em quinto lugar figura de novo António Pedro Vasconcelos com a película "Jaime", de 1999. De Manoel de Oliveira o destaque vai para: "Francisca" (1981) e "Non ou a Vã Glória de Mandar" (1990), que foram vistos, respectivamente, por 76.132 e 69 mil pessoas.
Oninet, 2002/06/07 - 14:39:00
Sábado, 8 de Junho de 2002
360 mil espectadores assistiram à longa-metragem de Joaquim Leitão, divulga o ICAM
"Tentação", de Joaquim Leitão, estreado em 1997, foi o filme português mais visto dos últimos 20 anos, com cerca de 360 mil espectadores, revela o Instituto Português do Cinema Audiovisual e Multimédia (ICAM) no seu catálogo "Cinema-2002: Portugal". Segundo dados fornecidos pelas distribuidoras e divulgados pelo ICAM, "O Lugar do Morto" (1984), realizado por António Pedro Vasconcelos, aparece como o segundo filme mais visto desde 1980 (com cerca de 272 mil bilhetes vendidos), seguido de outra obra de Joaquim Leitão, "Adão e Eva" (1995), que levou às salas portuguesas cerca de 255 mil espectadores.
Estreado em 1998, "Zona J", de Leonel Vieira (cerca de 240 mil), aparece na quarta posição, seguido de novo por António Pedro Vasconcelos com "Jaime", de 1999 (cerca de 220 mil). "Francisca" (1981) e "Non ou a Vã Glória de Mandar" (1990) - vistos, respectivamente, por cerca de 76 mil e 61 mil espectadores
- são os únicos filmes de Manoel de Oliveira que constam da lista dos 21 filmes nacionais mais vistos entre 1980 e 2001.
No ano passado, estrearam-se em Portugal 208 filmes, continuando o mercado norte-americano a dominar: 129 dos filmes estreados eram originários dos Estados Unidos da América, 37 da Europa, 29 de outros pontos do mundo e apenas 13 nacionais. O líder do mercado da distribuição, em 2001, continua a ser a Lusomundo que colocou nas salas portuguesas 76 longas-metragens, contra as 33 da Atalanta e as mesmas 33 da Castello-Lopes.
Quanto às oito longa-metragens de produção nacional estreadas em 2001, "Vou Para Casa", de Oliveira, foi o filme mais visto (com 16300 de espectadores), seguido de "Rasganço", de Raquel Freire (13 mil espectadores), e de "Ganhar a Vida", de João Canijo (com 10100 espectadores). Topo de Página
Público
http://arquivo.pt/wayback/20020614193741/http://jornal.publico.pt/publico/2002/06/08/Cultura/C05.html
Cinema
«Tentação» é filme nacional mais visto
Por DE
O filme «Tentação», de Joaquim Leitão (1997) foi o filme português mais visto das últimas duas
décadas, de acordo com números do Instituto do Cinema, Audiovisual e Multimédia (ICAM), que divulgou quais os 21 filmes portugueses mais vistos entre 1980 e 2001, o filme de Joaquim Leitão foi visto por quatro em cada 100 portugueses. Em segundo lugar na tabela do ICAM destaca-se «O Lugar do Morto», de António Pedro Vasconcelos com 271.845 espectadores, seguido de «Adão e Eva», também de Joaquim Leitão, com 254.925 espectadores.
Diário Económico
Os filmes portugueses mais vistos desde 1980
A longa-metragem "Tentação", de Joaquim Leitão, estreada em 1997, foi o filme nacional mais visto dos últimos vinte anos.
A obra, de acordo com números divulgados pelo Instituto do Cinema, Audiovisual e Multimédia (ICAM) teve 361.312 espectadores. Em segundo lugar nesta espécie de "Top Mais" do cinema nacional surge "O Lugar do Morto" (1984), realizado por António-Pedro Vasconcelos e que foi visto por 271.845 pessoas.
Segue-se outra obra de Joaquim Leitão, "Adão e Eva" (1995), que levou às salas portuguesas 254.925
cinéfilos.
Estreado em 1998, "Zona J", de Leonel Vieira, também se situa na casa dos 200 mil espectadores, e em quinto lugar figura de novo António Pedro Vasconcelos com a película "Jaime", de 1999. De Manoel de Oliveira o destaque vai para: "Francisca" (1981) e "Non ou a Vã Glória de Mandar" (1990), que foram vistos, respectivamente, por 76.132 e 69 mil pessoas.
Oninet, 2002/06/07 - 14:39:00
sexta-feira, 31 de dezembro de 1999
Noticias 1999
Ciclo de cinema organizado pelo Instituto Camões
Cinco grandes filmes portugueses
O "Lugar do Morto", "Sem Sombra de Pecado", "Adão e Eva", "Adeus Pai" e "Jaime" são os cinco sucessos do cinema português contemporâneo que o Instituto Camões, em colaboração com a produtora Samsa Film, vai trazer ao Luxemburgo já a partir do dia 21. Para iniciar este ciclo de filmes portugueses estarão presentes na ante-estreia de "Jaime", o realizador, António Pedro Vasconcelos, e o jovem Saúl Fonseca que protagoniza este recente êxito cinematográfico português. Além de "Jaime", que vai estar em exibição no Luxemburgo através do circuito normal de distribuição, os quatro filmes apresentados nesta pequena mostra são êxitos dos anos 80 e 90 que certamente o público português vai querer (re)ver entre estes "Adão e Eva" de Joaquim Leitão, com Maria de Medeiros e Joaquim de Almeida (foto).
Cinco dias, cinco filmes
Numa iniciativa do Instituto Camões, com a Samsa Film e o grupo Utopia – Utopolis, decorre de 21 a 25 de Outubro um ciclo de cinema dedicado a grandes sucessos do cinema português. Este ciclo abre com o último grande êxito de bilheteira em Portugal que é o filme Jaime de António Pedro Vasconcelos, que estará em projecção no Luxemburgo posteriormente, no circuito de distribuição normal.
O Instituto Camões e a produtora Samsa – note-se que este filme é uma co-produção luso-luxemburguesa – convidaram o realizador e o protagonista a estarem presentes para a ante-estreia, que marca também o arranque deste ciclo de cinema português.
Êxitos dos anos 90
Se "Jaime", de António Pedro de Vasconcelos, foi um êxito em Portugal nos últimos meses, os outros filmes que vão ser projectados durante o resto do ciclo também marcaram o cinema em Portugal, principalmente pelo êxito que tiveram junto do público nacional.
As bilheteiras portuguesas não são excepção numa Europa em que o cinema americano domina os cinemas. No entanto, alguns filmes portugueses recentes têm "quebrado o gelo" que se criou entre a produção cinematográfica portuguesa e o grande público.
"Adeus Pai", de Luís Filipe Rocha, é um dos filmes lusitanos que mais portugueses levou ao cinema. Trata-se da história de um jovem chamado Filipe que, como o protagonista de Jaime, tem 13 anos. Filipe tem o sonho de passar as férias com o seu pai nos Açores. "Adeus Pai" não é um filme para crianças, mas consegue tocá-las tanto e de forma tão profunda como aos adultos. A música dos Delfins ajudou a fazer desta película um êxito em Portugal no ano de 1996.
Um ano antes foi realizado "Adão e Eva", uma comédia SIC, como alguém lhe chamou então, é um filme divertido e com ritmo, que conta a história de um grupo de amigos um bocado desorientados, nomeadamente de uma jovem locutora que quer ter um filho mas que prefere as mulheres aos homens. É um retrato divertido do Portugal de hoje, com excelentes interpretações de Joaquim de Almeida e Maria de Medeiros. Adão e Eva é uma realização de Joaquim Leitão, um realizador que passou para o outro lado das câmaras em "Jaime".
Os anos da reconciliação
Foi nos anos 80 que o cinema português começou a reconciliar-se com o público, depois de décadas de divórcio. As comédias dos anos 50 foram durante anos a única referência em termos de cinema português para o público em geral. Nos anos 80, "Kilas o Mau da Fita" e "O Lugar do Morto" vêm aproximar o público da produção cinematográfica nacional. No ciclo que decorre esta semana apresenta-se "Sem Sombra de Pecado", de José Fonseca e Costa (1982) e "O Lugar do Morto", de António Pedro de Vasconcelos (1984).
O primeiro filme conta com a participação de Victoria Abril, Mário Viegas e Lia Gama, e baseia-se na obra "E aos Costumes Disse Nada" de David Mourão Ferreira. Conta a história de Henrique um jovem burguês que começa a receber telefonemas de uma mulher misteriosa e acaba envolvido numa trama intrincada.
"O Lugar do Morto" foi durante muito tempo o maior êxito de bilheteira do cinema português. Este trabalho de António Pedro Vasconcelos conta-nos a história de um jornalista (Pedro Oliveira) com uma vida complicada que testemunha parcialmente um crime e tenta descobrir o que se passou, acabando por se envolver numa relação com uma mulher (Ana Zanatti). RR
Uma história de sucesso
Jaime é um drama familiar
Para o realizador António Pedro Vasconcelos, "Jaime" é um drama familiar e não se deve atribuir a esta sua obra um carácter de intervenção social. Jaime é a história de um rapaz que vive na cidade do Porto e que quer trabalhar para ajudar seu pai a voltar ao mundo do trabalho. Nesse sentido é um drama familiar, mas o pano de fundo do trabalho infantil fica na retina do espectador.
A personagem principal, Jaime, de 13 anos, é interpretada por um neófito, o jovem Saúl Fonseca que foi escolhido em castings organizados pela produção na cidade do Porto. Saúl nem sequer contou aos seus familiares que tinha ido aos castings, sendo obrigado a fazê-lo quando lhe anunciaram que a derradeira etapa da selecção decorria em Lisboa. Saúl Fonseca foi escolhido e a sua prestação é, sem dúvida, excelente.
Ao lado do jovem actor encontram-se Fernanda Serrano (uma das sex-symbols da televisão portuguesa, que os espectadores conheciam das telenovelas), o realizador Joaquim Leitão (pela primeira vez a trabalhar como actor), Vítor Norte, Rogério Samora e Nicolau Breyner.
Um dos temas musicais deste filme é da autoria de Rui Veloso e Carlos Té, sendo um dos temas mais conhecidos do seu último CD, identificado pela referência ao jogador de futebol Jardel, ídolo da personagem Jaime.
Presença em Cannes, prémio em Espanha
"Jaime" obteve o prémio do júri do festival de San Sebastián em Espanha, que se realizou no final do mês de Setembro. Já em Maio, o recém-acabado de estrear "Jaime", estava presente em Cannes, não em competição, mas como uma das apostas portuguesas em termos comerciais. O filme de António Pedro Vasconcelos tinha então o maior destaque promocional dos filmes portugueses presentes no Marché du Film.
Circuito normal no Luxemburgo
O último filme português a ter a honra de passar pelo circuito comercial regular no Luxemburgo foi a obra de Luís Galvão Teles, "Elles". Jaime usufruirá do mesmo circuito, esperando-se que o público corresponda.
Existe um certo temor dos responsáveis das salas do Grão-Ducado, soube o CORREIO de fonte próxima dos proprietários das salas Utopia, Utopolis e Ariston (actualmente detentores do monopólio da projecção no Luxemburgo).
O facto de o cinema português não ser muito popular e orientado para o grande público tem assustado os distribuidores e também os responsáveis da salas luxemburguesas, que preferem não correr riscos com filmes que levam uma ou duas dezenas às salas, acrescentou a mesma fonte. Esperemos que "Jaime" bata recorde. RR
Correio / Luxemburgo, 19/10/1999
quinta-feira, 31 de dezembro de 1998
O jogo e as regras
O MAIS recente filme de Joaquim Leitão, Tentação, revela-se um sucesso comercial, tendo ultrapassado em tempo recorde a fasquia dos 200 mil espectadores, e parece em vias de se tornar o maior êxito português de bilheteira desde há muitas décadas. O acontecimento, que deve alegrar todos os que se interessam pelo progresso do cinema português, suscita algumas reflexões, que se podem estender a outros filmes portugueses.
Tomemos o exemplo de Ossos, de Pedro Costa, cujo número de espectadores ronda os 20 mil. À primeira vista, a «disparidade» dos números pode provocar sorrisos, servindo para alimentar a estéril querela que há muito existe no «meio» do cinema português entre os que defendem um cinema «artístico» a todo o custo e os que acham que só o cinema «comercial» pode salvar a nossa «cinematografia» - como se um filme comercial não pudesse ser também «artístico» e outro desta categoria não possa tornar-se um êxito de bilheteira.
Se escolhemos Ossos para colocar ao lado de Tentação é porque o filme de Pedro Costa, à sua medida, constituiu também um apreciável êxito. A questão não está em optar por um contra o outro e sim em perceber que ambos têm um mercado e que o que interessa é que cheguem a ele. Digamos que neste caso, tanto Tentação como Ossos alcançaram esse objectivo. Atentar na forma como lá chegaram poderá ser uma lição proveitosa para o futuro de outros filmes. Em termos de distribuição, Tentação foi mais longe do que o filme anterior de Leitão, Adão e Eva. Pela primeira vez, um filme teve um lançamento simultâneo de 30 cópias, facto que poderá ficar como uma «data» na história do cinema português, fazendo-nos desejar que inaugure também uma «época», tal como Tubarão o fez no cinema americano de hoje (recorde-se que foi o filme de Spielberg que lançou o sistema da estreia de centenas, e depois milhares, de cópias de um mesmo filme em simultâneo, razão principal da aparição da série de «blockbusters»).
Mas a característica mais importante desta operação foi a sua amplitude nacional, estreando-se através da rede de exibição da Lusomundo. Quase todo o país pode ver, por isso, o filme de Joaquim Leitão.
Poderia outro filme, que não Tentação, alcançar o mesmo objectivo? (Feita a pergunta de outra forma: poderia Tentação alcançar esse objectivo sem a Lusomundo?). Curiosamente, Ossos veio mostrar que sim. Para além das três salas da Atalanta que ocupou em Lisboa e das duas do Porto, o filme de Pedro Costa correu por outras 16 cidades, em cinemas da distribuidora e outras salas independentes (vale a pena destacar que no AMC de Gaia, situado numa «catedral do consumo» do Norte, Ossos não se saiu mal, com os seus 2083 espectadores).
O que se verifica é que dois filmes, em princípio dirigidos a públicos diferentes, lograram alcançar o objectivo final a que (como todos) se propõem: chegar a esses públicos. E tal só foi possível devido à «aposta» feita por ambas as distribuidoras. O que nos leva para a questão central: a do «mercado» e dos agentes que o dominam, da livre concorrência e da possibilidade de outros filmes terem as mesmas oportunidades, a que a estreia esta semana do filme de João César Monteiro, Le Bassin de J.W., parece trazer a nota dissonante.
De facto, Tentação e Ossos mostram que existe «mercado» para qualquer filme português, que existe um público mais «geral» para o cinema de Leitão e um mais restrito, mas não menos interessado e capaz de «sustentar» o êxito, para o de Costa. A questão básica está no acesso a esse mercado, poderia concluir e com razão o filme de Monteiro.
E é aqui que, no fim de contas, o Governo, através da Lei do Cinema, poderá ter uma palavra a dizer, que será a de garantir essa igualdade de oportunidades, de modo a evitar que uns sejam «filhos» e outros «enteados». Por muitos discursos bonitos e convincentes que as duas forças atrás referidas, que se enfrentam no cinema português, possam proferir.
M.C.F., Expresso, 03/12/1998
Tomemos o exemplo de Ossos, de Pedro Costa, cujo número de espectadores ronda os 20 mil. À primeira vista, a «disparidade» dos números pode provocar sorrisos, servindo para alimentar a estéril querela que há muito existe no «meio» do cinema português entre os que defendem um cinema «artístico» a todo o custo e os que acham que só o cinema «comercial» pode salvar a nossa «cinematografia» - como se um filme comercial não pudesse ser também «artístico» e outro desta categoria não possa tornar-se um êxito de bilheteira.
Se escolhemos Ossos para colocar ao lado de Tentação é porque o filme de Pedro Costa, à sua medida, constituiu também um apreciável êxito. A questão não está em optar por um contra o outro e sim em perceber que ambos têm um mercado e que o que interessa é que cheguem a ele. Digamos que neste caso, tanto Tentação como Ossos alcançaram esse objectivo. Atentar na forma como lá chegaram poderá ser uma lição proveitosa para o futuro de outros filmes. Em termos de distribuição, Tentação foi mais longe do que o filme anterior de Leitão, Adão e Eva. Pela primeira vez, um filme teve um lançamento simultâneo de 30 cópias, facto que poderá ficar como uma «data» na história do cinema português, fazendo-nos desejar que inaugure também uma «época», tal como Tubarão o fez no cinema americano de hoje (recorde-se que foi o filme de Spielberg que lançou o sistema da estreia de centenas, e depois milhares, de cópias de um mesmo filme em simultâneo, razão principal da aparição da série de «blockbusters»).
Mas a característica mais importante desta operação foi a sua amplitude nacional, estreando-se através da rede de exibição da Lusomundo. Quase todo o país pode ver, por isso, o filme de Joaquim Leitão.
Poderia outro filme, que não Tentação, alcançar o mesmo objectivo? (Feita a pergunta de outra forma: poderia Tentação alcançar esse objectivo sem a Lusomundo?). Curiosamente, Ossos veio mostrar que sim. Para além das três salas da Atalanta que ocupou em Lisboa e das duas do Porto, o filme de Pedro Costa correu por outras 16 cidades, em cinemas da distribuidora e outras salas independentes (vale a pena destacar que no AMC de Gaia, situado numa «catedral do consumo» do Norte, Ossos não se saiu mal, com os seus 2083 espectadores).
O que se verifica é que dois filmes, em princípio dirigidos a públicos diferentes, lograram alcançar o objectivo final a que (como todos) se propõem: chegar a esses públicos. E tal só foi possível devido à «aposta» feita por ambas as distribuidoras. O que nos leva para a questão central: a do «mercado» e dos agentes que o dominam, da livre concorrência e da possibilidade de outros filmes terem as mesmas oportunidades, a que a estreia esta semana do filme de João César Monteiro, Le Bassin de J.W., parece trazer a nota dissonante.
De facto, Tentação e Ossos mostram que existe «mercado» para qualquer filme português, que existe um público mais «geral» para o cinema de Leitão e um mais restrito, mas não menos interessado e capaz de «sustentar» o êxito, para o de Costa. A questão básica está no acesso a esse mercado, poderia concluir e com razão o filme de Monteiro.
E é aqui que, no fim de contas, o Governo, através da Lei do Cinema, poderá ter uma palavra a dizer, que será a de garantir essa igualdade de oportunidades, de modo a evitar que uns sejam «filhos» e outros «enteados». Por muitos discursos bonitos e convincentes que as duas forças atrás referidas, que se enfrentam no cinema português, possam proferir.
M.C.F., Expresso, 03/12/1998
Noticias 1998
14 DE JANEIRO 1998
A estreia de TENTAÇÃO (1997 - Joaquim Leitão) bate recordes comerciais no cinema português, com 203.853 espectadores em 18 dias.
INSTITUTO CAMÕES
22 DE JANEIRO 1998
Lusomundo anuncia que PESADELO COR-DE-ROSA de Fernando Fragata, e ZONA J de Leonel Vieira, ainda em exibição, atingiram - respectivamente - 181.341 e 187.574 espectadores, passando a integrar a lista dos 5 filmes portugueses mais vistos de sempre, da qual já constavam O LUGAR DO MORTO (1984) de António-Pedro Vasconcelos, ADÃO E EVA (1995) e TENTAÇÃO (1997) de Joaquim Leitão.
INSTITUTO CAMÕES
A estreia de TENTAÇÃO (1997 - Joaquim Leitão) bate recordes comerciais no cinema português, com 203.853 espectadores em 18 dias.
INSTITUTO CAMÕES
22 DE JANEIRO 1998
Lusomundo anuncia que PESADELO COR-DE-ROSA de Fernando Fragata, e ZONA J de Leonel Vieira, ainda em exibição, atingiram - respectivamente - 181.341 e 187.574 espectadores, passando a integrar a lista dos 5 filmes portugueses mais vistos de sempre, da qual já constavam O LUGAR DO MORTO (1984) de António-Pedro Vasconcelos, ADÃO E EVA (1995) e TENTAÇÃO (1997) de Joaquim Leitão.
INSTITUTO CAMÕES
quarta-feira, 31 de dezembro de 1997
Noticias 1997
28 JAN 97 - 10:49
Cinema: "Adeus, Pai" já foi visto por mais de 50 mil pessoas
Lisboa, 28 Jan (Lusa) - O filme "Adeus, Pai", de Luis Filipe
Rocha, que está na sexta semana de exibição, já foi visionado por
mais de 50 mil espectadores, anunciou hoje a produtora MGN Filmes.
"Adeus, Pai" é o 16º filme português a ultrapassar esta
fasquia no universo das 115 películas nacionais estreadas depois do
25 de Abril.
Na década de 90, num total de 52 filmes estreados, só "Adão e
Eva", de Joaquim Leitão, "Mortinho por Chegar a Casa", de Carlos
Silva, e "Non, ou a Vã Glória de Mandar", de Manoel de Oliveira,
ultrapassaram os 50 mil espectadores.
"O Lugar do Morto" (1984), de António Pedro de Vasconcelos, e
"Adão e Eva" (1996), de Joaquim Leitão, foram vistos por mais de 250
mil pessoas, enquanto "Kilas, o Mau da Fita" (1981), de Fonseca e
Costa, "A Vida é Bela" (1982), de Luís Galvão Teles, e "Os Abismos da
Meia Noite" (1984), de António Macedo, ultrapassaram a quota dos 100
mil espectadores.
Lusa/Fim
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