terça-feira, 30 de junho de 2015

Filmes Portugueses mais Vistos 1996-2005

Fonte: base de dados Lumiére do Observatório Europeu para o Audiovisual com os dados, desde 1996, referentes aos resultados de bilheteira em salas portuguesas
Retirado de "Olhares: Manoel de Oliveira" (2005), capítulo "Manoel Oliveira de Autor Marginal a Cineasta oficial" - Paulo Cunha


1 O Crime do Padre Amaro, Carlos Coelho da Silva, 2005 380.671
2 Tentação, Joaquim Leitão, 1997 346.032
3 Filme da treta, José Sacramento, 2006 278.851
4 Zona J, Leonel Vieira, 1998 239.446
5 Adão e Eva, Joaquim Leitão, 1996 233.476
6 Call Girl, António-Pedro Vasconcelos, 2007 232.291
7 Corrupção, Alexandre Valente (João Botelho), 2007 230.568
8 Jaime, António-Pedro Vasconcelos, 1999 199.216
9 Pesadelo Cor-de-Rosa, Fernando Fragata, 1998 185.472
10 Capitães de Abril, Maria de Medeiros, 2000 110.374



quinta-feira, 30 de abril de 2015

Filmes Portugueses Mais Vistos 1978-1995


Retirado de "Olhares: Manoel de Oliveira" (2005), capítulo "Manoel Oliveira de Autor Marginal a Cineasta oficial" - Paulo Cunha



lista das longas nacionais mais vistas em território nacional segundo dados do Instituto Português de Cinema e do seu sucessor Instituto Português de Arte Cinematográfica e Audiovisual (IPACA) para os filmes com registo conhecido - filmes distribuídos entre 1978 e 1995


1 - O Lugar do Morto, de António-Pedro Vasconcelos (1984): 271.845 espectadores
2 - A Vida é Bela…!?, de Luís Galvão Teles (1982): 140.074 espectadores
3 - Kilas, o mau da fita, de José Fonseca e Costa (1981): 121.269 espectadores
4 - Os Abismos da Meia-Noite, de António de Macedo (1984): 100.408 espectadores
5 - Sem Sombra de Pecado, de José Fonseca e Costa (1983): 92.080espectadores
6 - Oxalá, de António-Pedro Vasconcelos (1981): 89.484 espectadores
7 - O Querido Lilás, de Artur Semedo (1987): 86.742 espectadores
8 - A Balada da Praia dos Cães, de José Fonseca e Costa (1987): 81.995 espectadores
9 - Francisca, de Manoel de Oliveira (1981): 76.132 espectadores
10 - Non ou a vã glória de mandar, de Manoel de Oliveira (1990): 69.000 espectadores

sábado, 31 de janeiro de 2015

Noticias 2015

21.01.2015  17:35


Cinema português visto por meio milhão


Instituto do Cinema e Audiovisual revela que "2014 foi o segundo melhor ano da década".


Cerca de 571 000 espetadores viram cinema português em 2014, o que representa apenas 4,7 por cento dos 12 milhões de espetadores contabilizados, segundo dados divulgados esta quarta-feira pelo Instituto do Cinema e Audiovisual (ICA).
Apesar de ser um valor residual, tendo em conta o total de espetadores que foram ao cinema, o ICA
considera que "2014 foi o segundo melhor ano da década", tendo para esse valor contribuido os três
filmes portugueses mais vistos: "Os Maias - Cenas da vida romântica", "Virados do avesso" e "Os gatos não têm vertigens".
Em 2014, segundo o ICA, estrearam-se em sala 39 longas-metragens de produção ou coprodução portuguesa e cinco curtas-metragens.


CM

quarta-feira, 31 de dezembro de 2014

Noticias 2014

27.12.2014  20:09

‘Virados’ procura alcançar ‘Maias’
Filme de época realizado por João Botelho lidera lista nacional de 2014.


Por Hugo Real/CM


Com o aproximar do final do ano, dois filmes lusos lutam pelo título do mais visto em 2014.
De acordo com dados do Instituto do Cinema e do Audiovisual (ICA), e até ao dia 24 de dezembro,
‘Virados do Avesso’ já tinha levado às salas nacionais 97 715 espectadores, tendo obtido mais de meio milhão de euros em receitas.
Contudo, os números da comédia dirigida por Edgar Pêra deverão ser ainda maiores, já que o ICA informa que estão ainda em falta as informações de dois exibidores para os dados da última semana. Ou seja, ‘Virados do Avesso’ já terá ultrapassado a fasquia dos 100 mil espectadores em Portugal.
Ainda assim, a liderança de 2014 continua a pertencer a ‘Os Maias – Cenas da Vida Romântica’, de João Botelho, que levou às salas mais de 113 mil espectadores (gerando 564 mil euros em receitas).
A fechar o pódio deste ano surge ‘Os Gatos Não Têm Vertigens’, de António-Pedro Vasconcelos, que foi visto por mais de 93 mil espectadores (476 mil euros em bilheteira).
De resto, estes três filmes entraram no top 20 das películas nacionais mais vistas desde 2004 (ano em
que o ICA começou a compilar estes dados). ‘Os Maias’ surge na décima posição, enquanto que ‘Virados do Avesso’ ocupa o 12º lugar, imediatamente à frente de ‘Os Gatos Não Têm Vertigens’.
Referência ainda para ‘Sei Lá’, também estreado este ano. O filme de Joaquim Leitão, que adapta a obra de Margarida Rebelo Pinto, surge na 17ª posição deste ranking (61 730 espectadores e 315 mil euros de receitas), que continua a ser liderado por ‘O Crime do Padre Amaro’. O filme, realizado por Carlos Coelho da Silva e estreado em 2005, foi visto por 380 mil pessoas (1,6 milhões em bilheteira

terça-feira, 31 de outubro de 2006

Small is beautiful

O Paris-Match da semana passada trazia um suplemento dedicado a Portugal. Lá dentro, entre vários artigos encomiásticos e idiotas, escritos naquela prosa lírica e fútil em que os franceses são exímios, vinha um artigo sobre a excelência do cinema português.

Emoldurando uma fotografia de um filme de Oliveira, podia ler-se a opinião não assinada de alguém que procurava vender aos franceses essa excentricidade que é o ‘cinema português’. Para quem tivesse dúvidas sobre o que ia encontrar, o título dizia tudo: «Um cinema à procura de público»!

Passo sobre as declarações do Presidente do ICAM, que faz o seu papel de defender a «qualidade artística» dos filmes que o Instituto subsidia. Nada disso tem importância. O que deteve a minha atenção foi a frase de abertura, que é todo um programa: «O cinema português sempre optou por uma expressão artística menos vistosa do que as superproduções hollywoodescas». «Optou»?! Ficamos a saber que se, em Portugal, alguém como Pedro Costa, por exemplo, faz No Quarto da Vanda, em vez de fazer o Titanic, não é por falta de meios; é por opção estética!

Estas enormidades alimentam a ideia que o lobby que domina a actividade cinematográfica em Portugal de há vinte anos para cá exportou para Paris e que, por um efeito de boomerang, foi reexportada para Lisboa: a de que o ‘cinema português’ é o mais livre do mundo (porque não depende do mercado, mas do Estado), o mais original (porque os cineastas fazem o que querem, e não o que os produtores lhes impõem), o mais subversivo (porque não respeita nenhuma convenção) e o mais artístico (porque os filmes não têm que dar contas ao público, mas aos críticos).

Num país com um défice cultural alarmante, esta ‘liberdade’ tem custos discutíveis, mas não é discutida por ninguém. Os maiores beneficiários fazem passar a ideia de que o ‘cinema de autor’, que eles, e só eles, praticam com abnegação e sacrifício, é uma espécie em vias de extinção que o Estado deve proteger dos predadores industriais.

Caucionada pelos franceses, esta perspectiva ecológica sobre o ‘cinema português’, fez calar qualquer contestação interna e, pelos vistos, vai continuar a fazer estragos. Em Agosto de 2004 foi publicada a nova Lei do Cinema, que, apesar das suas enormes deficiências, podia mudar um pouco este lamentável panorama, porque o Estado deixava de ter o direito exclusivo de decidir sobre o destino dos cineastas. A verdade, porém, é que, mais de dois anos depois, a Lei continua por regulamentar e os filmes vão continuar, como alguém disse, a ser produzidos segundo essa lógica aberrante de que «o Estado deve subvencionar a subversão».

por APedroVasconcelos

28/10/2006

sábado, 31 de dezembro de 2005

Noticias 2005

01/12/2005

«O Crime do Padre Amaro» é um dos filmes portugueses mais vistos de sempre, avança esta quinta-feira o Público. O jornal cita dados do Instituto do Cinema Audiovisual e Multimédia (ICAM), segundo os quais, 218.500 espectadores assistiram até anteontem à longa-metragem de Carlos Coelho da Silva.

A película entra assim para a lista dos cinco filmes portugueses mais vistos de sempre, embora à frente estejam ainda quatro títulos, todos dos anos 90. No topo da tabela, os dois maiores sucessos de Joaquim Leitão, «Tentação», de 1997 (360 mil), e «Adão e Eva», de 1995 (254 mil). Segue-se «Zona J», de 1998, (246 mil), enquanto no quarto lugar está «Jaime» (220 mil), desse mesmo ano.

«O Crime do Padre Amaro» estreou a 27 de Outubro em 25 salas. Logo no primeiro dia teve 3615 espectadores e seis dias depois já tinha contabilizado 53 mil, transformando-se no maior sucesso do cinema português de 2005, ultrapassando «Um Tiro no Escuro», de Tino Navarro, com 28.571 espectadores. Neste momento, a Lusomundo já estendeu a exibição a 80 salas e não tem data para o filme sair de cartaz.

DIÁRIO DIGITAL

segunda-feira, 31 de outubro de 2005

Filme Portugueses Mais Vistos 1980-2003

dados do ICAM
ALEA
VIII – Números do Cinema - Fernando J. Pinto Basto
http://www.alea.pt/html/statofic/html/dossier/doc/dossier8.pdf

(os filmes nacionais com mais espectadores em Portugal)




1 Tentação, Joaquim Leitão, 1997, 346.032 - 361.312
2 O Lugar do Morto, António-Pedro Vasconcelos, 1984, 271.845
3 Adão e Eva, Joaquim Leitão, 1996, 233.476 - 254.925
4 Zona J, Leonel Vieira, 1998, 239.446 - 246.073
5 Jaime, António-Pedro Vasconcelos, 1999, 199.216 - 220.925
6 Pesadelo Cor-de-Rosa, Fernando Fragata, 1998, 185.472
7 A Vida é Bela…!?, Luís Galvão Teles, 1982, 140.074
8 Kilas, o mau da fita, José Fonseca e Costa, 1981, 121.269
9 Capitães de Abril, Maria de Medeiros, 2000, 110.374 - 110.377
10 Adeus Pai, Luís Filipe Rocha, 1996, 100.461